Família: Pimelodidae
Características Distintivas
• Comprimento: Até 100 cm;
• Expectativa de vida: Desconhecida;
O Jundiá, cientificamente conhecido como Rhamdia sebae, é uma espécie notável de peixe de couro da família Pimelodidae.
Habitando predominantemente nas águas doces, esta espécie pode crescer até um metro de comprimento e pesar até 10 quilos.
Sua aparência é marcada por uma coloração que varia do marrom ao bege, adornada com manchas irregulares, lembrando a pele de uma onça pintada
Morfologia e Habitat
Este peixe exibe uma morfologia singular, com grandes barbilhões que funcionam como órgãos sensoriais.
Seu corpo é revestido por couro, apresentando uma nadadeira adiposa alongada.
O espinho de sua nadadeira peitoral é serrilhado, e os olhos são de tamanho médio.
O Jundiá prefere ambientes de águas calmas e profundas, com fundos arenosos ou lamacentos, geralmente perto de margens e vegetação aquática.
Comportamento e Alimentação
O Jundiá é uma espécie onívora, com uma dieta variada incluindo peixes menores, crustáceos, insetos, restos vegetais e detritos orgânicos.
Notavelmente, os alevinos do Jundiá são capazes de tolerar salinidades de até 9,0 g/l, um indicativo de sua adaptabilidade. A espécie é também euritérmica, suportando temperaturas que variam de 15 a 34°C.
Reprodução e Crescimento
Esta espécie ovulípara desova em águas limpas, calmas e com fundos pedregosos.
Atinge a maturidade sexual já no primeiro ano de vida.
Curiosamente, o crescimento dos machos é mais rápido nos primeiros anos, mas depois as fêmeas ultrapassam em tamanho.
A expectativa de vida teórica é de 21 anos para as fêmeas e 11 anos para os machos.
Distribuição e Conservação
Muito apreciado pela culinária local, o Jundiá é encontrado principalmente na bacia Amazônica, sendo um prato típico em regiões como o norte do Mato Grosso.
Devido à sua importância ecológica e gastronômica, é essencial promover práticas sustentáveis de pesca, respeitando o tamanho mínimo de captura de 30 cm, para garantir a conservação desta espécie.

