Dourado – Salminus maxillosus

Família: Salminus

Características Distintivas

• Comprimento: Até 140 cm;

• Expectativa de vida: Entre 9 a 15 anos;

O dourado, famoso por sua coloração, bravura e também pelo seu sabor na culinária, conhecido como o “rei dos rios”, integra a família Salminus, distinguido por seu corpo lateralmente achatado e um maxilar inferior saliente.

Este peixe, com uma expectativa de vida de aproximadamente 15 anos, varia em tamanho conforme o ambiente em que vive.

Na Bacia do Paraguai, no Pantanal, os dourados comumente medem entre 70 a 75 cm e pesam de 6 a 7 kg. Porém, na Bacia do Prata e Bacia do São Francisco, alguns exemplares excepcionais podem chegar a 20 kg.

O dourado exibe dimorfismo sexual, com fêmeas geralmente maiores que os machos, atingindo mais de um metro de comprimento.

Os machos possuem espinhos na nadadeira anal, ausentes nas fêmeas.

À medida que envelhece, sua coloração torna-se um vibrante amarelo-dourado, com nuances avermelhadas, uma mancha distintiva na cauda e estrias escuras nas escamas.

A parte inferior do corpo clareia progressivamente, e tanto a cauda quanto as barbatanas apresentam uma tonalidade avermelhada.

As escamas exibem um filete negro no centro, formando linhas longitudinais escuras que se estendem da cabeça até a cauda.

Hábitos Alimentares e Reprodutivos

Conhecido por ser um carnívoro agressivo e canibal, o dourado se alimenta principalmente de tuviras, lambaris e piaus.

Durante a vazante, eles se agrupam em cardumes nas correntezas, realizando migrações reprodutivas, conhecidas como piracemas.

Neste período, eles podem se deslocar até 400 km rio acima, percorrendo uma média de 15 km por dia.

Este peixe é notável por sua capacidade de saltar mais de um metro fora d’água, especialmente durante a desova.

A construção de barragens nos grandes rios brasileiros tem afetado significativamente sua população.

São encontrados principalmente na Bacia do Prata, onde buscam alimentos nas corredeiras e lagoas durante a vazante.

Para a desova, preferem as cabeceiras dos rios, de águas mais limpas, aumentando as chances de sobrevivência dos alevinos.